Pesquisa indica excesso de agrotóxicos em frutas e verduras de PE

Uma pesquisa feita na Central de Abastecimento de Pernambuco pela Agência de Defesa Agropecuária encontrou irregularidades em várias amostras de frutas e verduras não só produzidas no estado, como o tomate e o couve-flor, mas também no pimentão da Paraíba e no morango do Espírito Santo. Todos os produtos apresentavam altos teores de agrotóxico e tiveram a comercialização proibida.
Agrotóxicos são produtos químicos que servem para combater pragas e doenças na agricultura. O uso desses inseticidas, os tipos aplicados e as dosagens que as lavouras recebem são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Alguns produtos foram retirados do mercado por causa dos riscos à saúde.

“O consumidor precisa cobrar dos supermercados e das feiras que indiquem a origem [do produto]. O órgão de fiscalização deve dizer quais são aqueles que são inapropriados e não estão bons para o consumo”, disse o procurador regional do Trabalho, Pedro Luís Serafim.

A ameaça não é só para quem consome os alimentos contaminados. O comerciante Severino Santana, que há 30 anos vende pimentão na central de abastecimento, perdeu um olho por causa de uma infecção provocada, segundo os médicos, por agrotóxicos.

A olho nu, não dá para perceber o problema. Para o consumidor, é quase impossível identificar frutas, verduras e hortaliças com excesso de agrotóxico. A dica, segundo os nutricionistas, é fazer compras em locais conhecidos, que tenham uma referência, e se possível procurar levar para casa sempre produtos orgânicos.

“Ao chegar em casa, esses produtos devem ser lavados manualmente na água corrente, colocados em uma solução clorada por 30 minutos. Depois eles devem ser enxaguados e condicionados em caixas plásticas ou em sacos de congelamento”, recomenda a nutricionista Cristiana Menezes.

Mikael Fernandes

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