Caso Isabella Nardoni: 4º dia de julgamento

No 4º dia de julgamento, o casal Nardoni é ouvido. Os réus choram e dizem não ter assassinado Isabella.


8h35 - Chegam no Fórum de Santana para mais um julgamento, o 4°, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Como sempres os veículos que transportam o casal entraram pela lateral do prédio, na entrada da base da Polícia Militar (PM).

A escolta de Anna Jatobá foi a primeira que chegou, já a de Alexandre demorou mais um pouco, pois enfrentou um congestionamento de mais de três quilômetros na Marginal Tietê. Alexandre passou a noite no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

10h45 -  Começa o julgamento e o primeiro a ser ouvido pela Promotoria é Alexandre Nardoni, o depoimento do pai da menina foi até às 16h25, com um intervalo para o almoço.

Em seguida começa a ser ouvida Anna Jatobá, e encerrado às 20h45. Cinco minutos depois do término do interrogatório, o juiz Maurício Fossen suspendeu o julgamento que será reiniciado nesta sexta.

O 4º dia de julgamento foi marcado pela afirmação de Alexandre Nardoni, o réu disse que o delegado responsável pelo caso propôs que ele assumisse a culpa pela morte da garota e pela admissão de Anna Jatobá em seu interrogatório que, durante depoimento à polícia na época da morte de Isabella, “aumentou” e “inventou” informações, como, por exemplo, mencionando que apanhava de seu pai.

Um dos destaques deste novo dia de julgamento foi a dispensa da acareação que seria feita com os réus e a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira. Decisão tomada após Ana Oliveira passar por uma avaliação médica. Tanto a defesa quanto a acusação permitiram que fosse feita uma consulta depois que um oficial de Justiça que acompanhava Ana Carolina na sala em que ela estava confinada desde segunda, demonstrar preocupação com a saúde dela.

Alexandre Nardoni

"Eu não vi ninguém de preto, não vi ninguém armado, não saí e tranquei a porta do apartamento, como divulgado pela imprensa"

Anna Carolina Jatobá

"Queria deixar uma coisa bem clara: não tinha fralda nenhuma no carro. A bolsa dos meninos estava no porta-malas do carro"
A defesa do casal chegou a afirmar que uma terceira pessoa tinha entrado no apartamento e jogado a menina pela janela. "Eu não vi ninguém de preto, não vi ninguém armado, não saí e tranquei a porta do apartamento, como divulgado pela imprensa", disse  Alexandre.

Mikael Fernandes

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