Cearense é "fiel" ao pagamento feito com cheque

Taxa de inadiplência é de 1,82%, a menor para os oito primeiros meses desde 2004

Dois estudos mostram que o cearense honra o pagamento feito com cheque, seguindo a tendência de todo o país. Segundo a empresa que atua no segmento de análise de crédito e garantia de cheques, TeleCheque, 97,35% dos documentos emitidos no mês de agosto foram verdadeiramente cumpridos. E, de acordo com o Serasa Experian, no acumulado de janeiro a agosto, somente 2,72% foram devolvidos.

Mesmo com um baixo índice, o Ceará é o 15º no Brasil no ranking da inadimplência. No Brasil, no acumulado do ano, os cheques também registraram seu menor volume de devoluções em seis anos. De janeiro a agosto, a inadimplência com cheques foi de 1,82%, a menor taxa para os oito primeiros meses, desde 2004. 

Comparando com o mesmo período de 2009, por sua vez, os cheques compensados caíram 9,3% e os devolvidos recuaram 26,5%, comprovando que a queda na inadimplência não é explicada pela menor utilização do cheque.

Na pesquisa da Telecheque, que trabalha com os dados das empresas que possuem contrato de serviço de análise de crédito, o valor do cheque médio no Ceará ficou em R$ 277,26. Mesmo sendo maior que a média brasileira, que é R$ 240,01, ficou atrás de estados nordestinos como Bahia e Pernambuco, que tiveram respectivamente R$ 308 e R$ 316. 

Para  Ricardo Régis, o diretor regional da Telecheque, o baixo índice de inadimplência revela a importância que o cheque ainda tem como forma de pagamento na economia local.

"Apesar de ter caído a quantidade de cheques no mercado, com o maior número de transações em cartões de crédito e débito, os valores negociados com ele ainda são maiores. É usado para compras importantes e muitos setores sobrevivem do cheque", analisa o diretor.


Fonte: Diário do Nordeste

Mikael Fernandes

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