Cearense vai ajudar a Nasa a desenvolver seus robôs espaciais

Nasa se interessou pela pesquisa de Almeida, que está há 5 anos nos EUA.

(Foto: Eduardo B. Almeida/Acervo Pessoal)
O Brasil terá um representante cearense na agência espacial americana, a Nasa, a partir de setembro. Eduardo Brito Almeida, 30 anos, graduado em engenharia elétrica pela UFC (Universidade Federal do Ceará), foi convidado pela Nasa para desenvolver pesquisas que ajudarão no aperfeiçoamento dos robôs espaciais da agência.

A oportunidade na agência veio depois que ele se inscreveu no programa de Ph.D. em Engenharia da Brown University em 2010, onde foi aceito com bolsa integral. Ainda no mesmo ano, se inscreveu para a bolsa de estudos Space Grant, incluso no projeto Pré-Doutoral Harriett G. Jenkins, da Nasa. A agência espacial se interessou pelo projeto de pesquisa ao qual ele se dedica e ofereceu a bolsa.

O pesquisador explica que alguns robôs espaciais usados pela Nasa são controlados de forma remota. “Eles são assim para evitar que colidam com algo ou caiam em buracos. Se eles puderem ler a superfície poderão mapear e escolher o melhor percurso. Isso se chama Navegação Autônoma”, explica Almeida.

Como bolsista do projeto Pré-Doutoral Harriett G. Jenkins, ele trabalhará com desenvolvimento de modelos matemáticos que permitam a locomoção robótica autônoma e segura. “Em minha pesquisa quero aperfeiçoar a leitura tridimensional de superfícies. Quero que ela seja impactante”, diz.

Eduardo Almeida trabalhará na NASA com bolsa de pesquisa (Foto: Eduardo B. Almeida/Acervo Pessoal) 
O convite da Nasa deixou os pais entusiasmados e  orgulhosos. "Nunca tive de ensinar uma tarefa (da escola) a meu filho”, diz o pai de Eduardo, Sebastião Carneiro de Almeida. "Desde criança, ele foi sempre metódico, organizado e disciplinado", afirma o pai, professor universitário e doutor em Matemática Avançada. Segundo ele, o interesse do filho só aumentou com a entrada na UFC em 2000.

Almeida se interessou por robótica já nos primeiros semestres da faculdade, tornando-se bolsista de iniciação científica do Grupo de Processamento de Imagens e do Laboratório de Visão, Imagens e Sinais (GPI/LABVIS). "A experiência adquirida na UFC, por meio de disciplinas e pesquisa, foi essencial na minha formação", afirma o ex-aluno da universidade.

Almeida mora nos Estados Unidos há cinco anos. Fez estágio no Laboratório de Propulsão a Jato, de 2009 a 2010, em Pasadena, Califórnia. O centro desenvolve e gerencia aeronaves destinadas à exploração espacial.

(Com informações do G1)

Mikael Fernandes

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