E o celular, causa câncer?

Saiba o que os especialistas dizem sobre o uso excessivo do celular

O anúncio recente feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de que os telefones celulares têm um 'possível' risco de causar câncer no cérebro, ainda é alvo de muitas discussões por parte dos médicos, engenheiros e da indústria, até agora sem nenhum resultado definitivo.

Os campos eletromagnéticos de radiofrequência, emitidos pelos celulares, foram classificados na categoria 2B, considerada como possível agente carcinogênico para seres humanos por um ramo da OMS, a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC, em inglês).

O que faz a associação da OMS parecer algo não tão perigoso, de acordo com Emico Okuno, professora aposentada do Departamento de Física Nuclear da USP (Universidade de São Paulo), é estarem classificados na mesma categoria produtos como, café e gasolina.

"Como ainda os resultados de vários estudos não coincidem ou são até contraditórios, se de fato há alguma associação entre esse agente e câncer cerebral, ela é fraca. Entretanto, entendo que como hoje quase todo mundo usa celular, é preciso precaver", acredita Okuno. 

Veja abaixo parte de uma reportagem publicada pelo site R7

Quando pode causar câncer?
Para Ubirani Otero, chefe da área de vigilância do câncer relacionado ao trabalho e ao ambiente do Inca (Instituto Nacional do Câncer), as radiações podem agir na indução de um câncer futuro ao longo dos anos.
- É um fato externo [uso do celular] que a gente sabe que é importante e que pode causar um tumor. Não queremos causar pânico, mas orientar para o uso de forma parcimoniosa, usando mais o telefone fixo.
A questão de tempo é importante nesse caso porque o câncer costuma se desenvolver somente anos depois da exposição a um fator de risco, explica Ubirani. E, no Brasil, o uso do aparelho em massa é recente, se comparado aos países desenvolvidos.
- O câncer não é uma doença aguda. Ela só aparece depois de, ao menos, dez anos de exposição mínima à radiação. Mas como uso do celular é muito recente no Brasil, se aparecerem casos hoje, eles não devem ter relação com o celular. Faltam evidências.
O celular tem radiação de baixa intensidade (veja no infográfico), mas ainda não se sabe qual é o nível mínimo recomendado – nem em termos de intensidade, nem se tratando de tempo – para evitar problemas de saúde. 
E você o que acha disso? Dê sua opinião, comente!

Fonte: R7

Mikael Fernandes

Escritor e administrador no blog, técnico em Redes de Computadores. Tem uma grande afeição por tecnologia e gosta de compartilhar notícias e informações relevantes.