Modificação genética pode aumentar resistência ao HIV

Técnica poderá eliminar uso de medicamento diários

A técnica de terapia genética foi usada pela primeira vez por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, EUA, para fortalecer o sistema imunológico de 12 pacientes com HIV, 'forçando' o organismo a se proteger sozinho da aids. A novidade foi divulgada pela publicação científica New England Jornal of Medicine. 


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Durante a primeira fase da pesquisa, apenas um dos dos 12 pacientes testados apresentou reações reversas (febre) após o procedimento. O objetivo dos cientistas é permitir que, futuramente, não sejam necessários medicamentos diários para controle da infecção.

Procedimento

Foram retiradas dos pacientes as células de defesa, chamadas de células T e realizadas manipulações para que estas desenvolvessem resistência ao vírus da aids. Bloqueando a ação do gene CCR5, este não se ligava ao HIV e, consequentemente, não se contaminava.  

A expectativa é que o organismo reagisse da mesma forma que em apenas 1% de toda população mundial que possui essa mutação naturalmente.

Quatro dos 12 pacientes avaliados, conseguiram concluir as doze semanas de interrupção dos antirretrovirais. Com isso, os cientistas perceberam que as células de defesa persistem no organismo e o vírus regride, mesmo na ausência de medicamentos.

Esse manipulação genética nunca tinha sido testada em seres humanos. 
Esse estudo mostra que podemos modificar de forma segura as células T do paciente com HIV para simular uma resistência natural ao vírus e, depois, injetar essas células alteradas no paciente, de modo que elas mantenham a carga viral baixa, sem o uso de drogas.
A afirmação é do professor Carl June, um dos autores do estudo, e ele conclui dizendo que as células T são a chave para eliminar os antirretrovirais ao longo da vida do paciente.

Mikael Fernandes

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